ERUDIÇÃO: Memórias + Cultura = Historiografia

Memória
É a capacidade mental de codificar, armazenar e recuperar informações, permitindo-nos reter experiências, conhecimentos e habilidades. Este processo é fundamental para a cognição humana e envolve três etapas principais: a codificação (transformar informações em traços de memória), o armazenamento (manter essas informações) e a recuperação (acessar as informações quando necessário). O esquecimento ocorre quando a recuperação dessas informações falha.
Cultura
Cultura é o conjunto de conhecimentos, crenças, tradições, costumes, artes, leis, moral e hábitos que um grupo social compartilha e transmite através das gerações. Ela molda a identidade de uma sociedade e se manifesta em diversos aspectos como língua, culinária, religião, música e outras expressões artísticas. A cultura é aprendida por meio do convívio social, da família e da educação, e é fundamental para o desenvolvimento pessoal e a formação de uma sociedade crítica e criativa.
Historiografia
Historiografia é o estudo da escrita da história, incluindo a análise de como o passado é narrado, as metodologias utilizadas pelos historiadores, as teorias que moldam a interpretação e o conjunto de obras históricas produzidas ao longo do tempo. Ela não é neutra, pois a interpretação histórica é influenciada pelas visões teóricas e ideológicas de quem a escreve, sendo um reflexo do contexto social e histórico em que o historiador está inserido. Em um sentido mais amplo, refere-se à prática da escrita histórica, enquanto em um sentido mais específico, é o ato de escrever sobre a história em si.
A relação entre os três conceitos
Memória como base: A memória individual e coletiva é a base a partir da qual a história é construída. Ela preserva lembranças, valores e tradições, que podem ser passados oralmente ou por meio de artefatos.
Cultura como o meio: A cultura, por sua vez, é o sistema simbólico que engloba essas memórias e tradições, moldando a identidade e a consciência de um povo ao longo do tempo.
Historiografia como interpretação: A historiografia é a prática de estudar e escrever sobre o passado. Ela seleciona, analisa e interpreta as memórias (documentos, relatos, artefatos) para criar narrativas históricas, que são os registros formais do que aconteceu.
Tempo
Duração relativa das coisas que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro; período contínuo no qual os eventos se sucedem.
Tempo Passado - O passado é o conjunto de todos os eventos que ocorreram antes de um determinado ponto no tempo. O passado é contrastado com, e definido pelo, presente e o futuro. O conceito de passado deriva da maneira linear com que os observadores humanos experienciam o tempo, sendo acessado por meio da memória e da recordação.
Tempo Presente - O "tempo presente" refere-se ao período de tempo que está ocorrendo no momento atual. Gramaticalmente, é um tempo verbal usado para expressar ações que acontecem agora, hábitos e características permanentes. Por exemplo, "Eu estudo" indica uma ação atual, "Eu estudo todos os dias" indica um hábito e "Ela é médica" descreve uma característica permanente.
Tempo Futuro - O futuro refere-se a ações que ainda vão acontecer e pode ser dividido em dois tempos verbais principais no modo indicativo: o futuro do presente, que indica um evento que ocorrerá no futuro em relação ao momento da fala (ex: "Eu viajarei amanhã"), e o futuro do pretérito, que indica uma ação que poderia ter ocorrido no passado, dependendo de outra condição (ex: "Eu viajaria se tivesse dinheiro"). Existe também o futuro do subjuntivo, usado para expressar possibilidade ou hipótese futura, geralmente precedido pela conjunção "quando" (ex: "Quando você ler o livro, entenderá a história").
Na minha trajetória acadêmica fiz três Cursos: Conservação e Restauro e História/UFPEL/RS, Museologia/UFSC e Pós-Graduação em Ciências Políticas na FOCUS. Desta forma decidi, não ficar com os conhecimentos guardados e falar, sobre assuntos que gosto e podem interessar, quem lê. Os assuntos são resultados de meus conhecimentos, onde aprendi, a não viver no senso comum, sabedoria que é baseada na experiência cotidiana, subjetividade e tradição, fragmentado em crenças e hábitos e sim, no conhecimento científico que é sistemático, objetivo e fundamentado em métodos rigorosos de pesquisa, experimentação e verificação. A ciência busca a comprovação e a explicação racional das causas dos fenômenos.
14/12/2025
Resenha descritiva 001 - Religião - Segundo Domingo de Dezembro – Dia da Bíblia
O Dia da Bíblia é celebrado no segundo domingo de dezembro, conforme a Lei Federal nº 10.335/2001, sendo uma data oficial no Brasil que celebra a importância da Bíblia, com atividades durante toda a semana que antecede o domingo. Já os católicos têm o Mês da Bíblia em setembro, com um dia específico (30 de setembro) em homenagem a São Jerônimo, o tradutor da Bíblia.
Para os Evangélicos e no Calendário Nacional (Brasil): - Segundo domingo de dezembro.
Origem: Instituído em 1549 na Grã-Bretanha, popularizado no Brasil a partir de 1850 com missionários.
Lei: Oficializado em 2001 pela Lei nº 10.335/2001, tornando-se uma celebração nacional.
Para os Católicos (Brasil): Mês: Setembro é o Mês da Bíblia.
Dia Específico: 30 de setembro, que é o dia de São Jerônimo, padroeiro dos biblistas.
Portanto, dependendo da tradição, a data pode ser no segundo domingo de dezembro (evangélicos/oficial) ou no final de setembro (católicos).
A Bíblia foi escrita por cerca de 40 homens diferentes ao longo de aproximadamente 1.600 anos. A autoria é tradicionalmente atribuída a profetas, reis, sacerdotes e apóstolos, que escreveram sob inspiração divina, mas utilizando suas próprias personalidades e contextos históricos.
A Bíblia não foi escrita em "papel" como conhecemos hoje, mas sim em materiais antigos como papiro (feito de uma planta aquática) e pergaminho (pele animal tratada), inicialmente em rolos e depois em códices (livros), sendo o papiro mais comum para os primeiros textos e o pergaminho mais durável, com os originais escritos em hebraico, aramaico e grego, e copiado ao longo dos séculos.
Materiais Utilizados:
Papiro
Material leve, feito de tiras do junco de papiro, sobrepostas e prensadas, popular no Egito e na região. O papiro era trabalhado através de um processo manual e meticuloso que envolvia o uso dos caules da planta de papiro, comum nas margens do Rio Nilo. Esse processo resultava em um material semelhante ao papel, durável e flexível, que foi fundamental para os registros da antiguidade. O processo de fabricação envolvia as seguintes etapas: Colheita e Preparação: Os caules da planta de papiro eram cortados e a casca verde externa era removida, revelando o miolo interno esbranquiçado e fibroso. Corte em Tiras: O miolo era então cortado em finas tiras (lâminas) no sentido do comprimento. Imersão: As tiras eram mergulhadas em água, por vezes com vinagre, e deixadas de molho por vários dias para amaciar e liberar a seiva. Disposição em Camadas: As tiras eram dispostas lado a lado, ligeiramente sobrepostas, sobre uma superfície plana. Uma segunda camada de tiras era colocada por cima, em um ângulo de 90 graus (perpendicularmente) à primeira, criando um padrão de trama. Prensagem e Secagem: As camadas sobrepostas eram então pressionadas (com a ajuda de uma pedra ou prensa) e deixadas para secar ao sol. A própria seiva da planta atuava como uma cola natural, unindo as tiras. Alisamento: Após a secagem (que podia levar cerca de seis a dez dias), a superfície da folha era alisada e polida com um raspador ou uma pedra para criar uma superfície lisa e plana, pronta para receber a escrita. Formação de Rolos: Várias folhas individuais podiam ser coladas umas às outras para formar longas fitas, que depois eram enroladas para criar os volumes ou rolos de papiro usados pelos escribas. O papiro foi utilizado durante toda a Antiguidade por egípcios, gregos e romanos, até ser gradualmente substituído pelo pergaminho (feito de pele de animais) na Idade Média, que era mais durável, embora mais caro.
Pergaminho
Mais resistente e durável, feito de pele de animal (ovelha, cabra, cordeiro), permitindo que textos mais longos fossem reunidos em livros (códices). O pergaminho era feito a partir da pele de animais (carneiro, cabra, vitelo), que passava por um processo de limpeza com cal, raspagem para remover pelos e carne, estiramento em uma estrutura de madeira (tear) e polimento com pedra-pomes, resultando em uma superfície fina, lisa e resistente, ideal para escrita e permitindo o uso dos dois lados e a criação dos primeiros "livros" (códices). Obtenção da Pele: Usavam-se peles de animais jovens, como ovelhas, cabras e bezerros, ou até mesmo fetos abortados para pergaminhos mais finos. Limpeza e Depilação: A pele era imersa em uma solução de água e cal (óxido de cálcio) por dias ou semanas para soltar os pelos e a carne. Raspagem: Após a imersão, a pele era esticada em um tear e raspada com uma faca especial (lunellum) para remover todo o pelo e resíduos de carne, afinando-a. Estiramento e Secagem: A pele era esticada firmemente no tear e deixada para secar sob tensão, o que a deixava plana e uniforme, explica toda a matéria. Polimento: A superfície era polvilhada com giz ou pedra-pomes para ficar ainda mais lisa e absorver melhor a tinta, um processo que podia levar meses. Corte: A pele, agora um pergaminho pronto, era cortada em folhas retangulares para serem usadas como páginas. Vantagens sobre o Papiro: Durabilidade: Mais resistente que o papiro; Reutilizável: Podia ser raspado e reescrito (palimpsesto). Frente e Verso: Permitia a escrita nos dois lados, otimizando o material, e possibilitou a criação do formato de livro (códice).
Cerâmica (Ostraca)
Fragmentos de cerâmica ou pedras, usados para anotações e textos mais curtos. Formatos: Rolo: Os primeiros textos eram gravados em longas tiras de papiro ou pergaminho, que eram enroladas. Códice: A partir do século II d.C., os cristãos começaram a usar folhas dobradas e costuradas, formando os "livros" que conhecemos hoje, tornando o acesso mais fácil.
Linguagens Originais:
Antigo Testamento: Escrito principalmente em Hebraico e Aramaico.
Novo Testamento: Escrito em Grego Koiné, a língua comum do Império Romano na época.
Resumo da Autoria
Inspiração Divina: Para a fé judaico-cristã, o autor principal da Bíblia é Deus, que inspirou os escritores humanos a registrarem Sua mensagem.
Muitos Autores: Os textos foram compostos por indivíduos de diferentes origens e profissões, como Moisés (líder), Davi (rei), Salomão (rei), Mateus (cobrador de impostos), Lucas (médico) e Paulo (missionário).
Período de Escrita: O primeiro livro, Gênesis, começou a ser escrito por volta de 1445 a.C., enquanto o último, Apocalipse, foi concluído por volta de 90-96 d.C..
Línguas Originais: A Bíblia foi originalmente escrita em hebraico, aramaico e grego.
Autores Principais por Seção
Antigo Testamento: Pentateuco (os primeiros cinco livros): Tradicionalmente atribuídos a Moisés.
Livros Históricos: Escritos por vários autores, incluindo Josué, Samuel, Esdras e Neemias.
Livros Poéticos e de Sabedoria: Incluem salmos de Davi e provérbios de Salomão.
Livros Proféticos: Escritos pelos profetas maiores (como Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel) e menores.
Novo Testamento:
Evangelhos: Atribuídos a Mateus, Marcos, Lucas e João, que eram apóstolos ou homens apostólicos.
Atos dos Apóstolos: Escrito por Lucas.
Epístolas (Cartas): A maioria foi escrita pelo apóstolo Paulo, além de cartas de Pedro, Tiago, João e Judas.
Apocalipse: Escrito pelo apóstolo João.
A autoria de alguns livros é complexa e, em alguns casos, as tradições de autoria são mais importantes do que a identidade literal do escritor.
Os "escritores da fé bíblica" incluem os autores tradicionais da Bíblia (Moisés, Profetas, Apóstolos como Paulo e João) e, em um sentido mais amplo, grandes figuras históricas cristãs que viveram e escreveram sobre a fé, como Martinho Lutero, John Wesley, Charles Spurgeon e escritores contemporâneos como John Piper, além de mulheres como Ester, Débora e Maria, que são exemplos bíblicos de fé, destacando-se a ideia de que Deus é o Autor Supremo, usando homens e mulheres como instrumentos inspirados pelo Espírito Santo para registrar Sua Palavra.
Autores Bíblicos (Tradição e Textos)
Antigo Testamento: Moisés (Pentateuco), os Profetas (Isaías, Jeremias, etc.), Davi (Salmos), Salomão (Provérbios), Esdras, etc..
Novo Testamento: Os Apóstolos (Paulo, Pedro, João), Mateus, Marcos, Lucas, Tiago, Judas, e o livro de Apocalipse (tradicionalmente atribuído a João).
Heróis e Escritores da Fé Cristã (Pós-Bíblico)
Reformadores e Teólogos: Martinho Lutero, João Calvino, John Wesley, Jonathan Edwards, C.S. Lewis, D.L. Moody, Charles Spurgeon, J.I. Packer, John Piper, Elisabeth Elliot.
Autores Brasileiros: Heber Campos Jr., Marcos Eberlin, Franklin Ferreira, Jonas Madureira, entre outros, da Editora Fiel.
Mulheres de Fé (Exemplos Bíblicos)
No Antigo Testamento: Sara, Rebeca, Rute, Débora, Ester, Ana, Rainha de Sabá.
No Novo Testamento: Maria (mãe de Jesus), Maria Madalena, Lídia, Priscila, Marta e Maria de Betânia.
Conceito Teológico
A Bíblia ensina que, embora muitos homens e mulheres tenham escrito, o verdadeiro autor é Deus, que os inspirou através do Espírito Santo, como em 2 Pedro 1:21, com frases como "Assim disse Jeová" sendo comuns nos profetas.
Ciência Arqueológica
A arqueologia não encontrou o corpo de Jesus e a sua localização é objeto de crença, não de evidência material conclusiva. O consenso entre os historiadores é que Jesus foi uma figura histórica real, mas as evidências arqueológicas relacionadas a Ele são indiretas, confirmando o contexto da época, e não o Seu corpo ou restos mortais.
Local do Sepultamento: O local tradicionalmente venerado como o túmulo de Jesus é a Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém.
A igreja foi construída no século IV, por ordem do imperador Constantino, em torno da caverna que se acreditava ser o local do sepultamento e ressurreição, conforme identificado pela tradição cristã e pela mãe do imperador, Helena.
Escavações e reformas no local revelaram uma laje de calcário e uma cavidade que se acredita ser o ponto exato onde o corpo de Jesus foi colocado.
A Perspectiva Arqueológica
Do ponto de vista da arqueologia, o corpo de Jesus nunca foi encontrado:
Inexistência de restos mortais: A ausência de um corpo ou ossos (ossuário) é, na verdade, um ponto central da fé cristã, que prega a ressurreição corporal de Jesus, resultando em um túmulo vazio.
Evidências Contextuais: A arqueologia fornece um rico contexto histórico para a vida de Jesus, confirmando práticas da época, como o ritual romano da crucificação e os métodos de sepultamento judaicos, através de outras descobertas na região.
Ausência de Registro Direto: Jesus é praticamente "invisível" no registro arqueológico direto, o que significa que não existem artefatos ou ossadas universalmente aceitos como pertencentes a Ele. A sua existência histórica, contudo, é comprovada por relatos de historiadores antigos não cristãos.
Portanto, a busca pelo corpo de Jesus não é um foco da arqueologia moderna, pois a premissa teológica é que o corpo ressuscitou e não está mais na Terra. As investigações arqueológicas concentram-se na autenticidade dos locais sagrados e no contexto histórico daquela época.
Fontes:
Paul Ricoeur: Um filósofo que contribuiu significativamente para a hermenêutica bíblica, explorando a relação entre o mundo do texto e a autocompreensão do leitor, e como a linguagem metafórica e simbólica requer uma interpretação profunda.
Russell Norman Champlin: Autor de uma vasta enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, uma referência para muitos estudantes de teologia.
Norman Geisler e Thomas Howe: Conhecidos por seu "Manual de dificuldades bíblicas", que aborda questões e aparentes contradições no texto sagrado.
Gerhard von Rad e Georg Fohrer: Teólogos proeminentes do Antigo Testamento, cujas obras são estudadas em seminários e faculdades de teologia.
Merrill C. Tenney: Autor que escreveu sobre como usar o método de estudo crítico para compreender os livros bíblicos.
E.A. Lowe e Guglielmo Cavallo, são referências no estudo de manuscritos antigos em geral, incluindo pergaminhos medievais.
Amos Kloner, aponta inconsistências e a falta de provas concretas que liguem, os achados à figura histórica de Jesus de Nazaré.
24/12/2025
Resenha descritiva 002 – Religião – Origens do Natal
O Natal celebra o nascimento de Jesus Cristo, mas suas origens são antigas e misturam tradições pagãs com o Cristianismo, sendo a data de 25 de dezembro (solstício de inverno no Hemisfério Norte) escolhida pela Igreja Católica para cristianizar festas romanas como o Dies Natalis Solis Invicti (nascimento do Sol Invicto) e incorporar costumes de celebrações como o Yule nórdico (árvore de Natal, fartura). A festa foi oficializada no século IV, com a adoção do termo latino Natalis (nascimento), e elementos como a figura do Papai Noel evoluíram de São Nicolau e tradições germânicas.
Origens Pagãs
Solstício de Inverno: Em várias culturas antigas, o solstício de inverno (a noite mais longa do ano) era celebrado como um momento de renovação e renascimento do sol.
Romanos: Celebravam a Saturnália (festa de Saturno) e o Dies Natalis Solis Invicti (nascimento do Sol Invicto) em 25 de dezembro, com banquetes e troca de presentes, tradições que foram incorporadas ao Natal.
Nórdicos (Yule): Celebravam o Yule com árvores enfeitadas, velas e fartura, elementos que influenciaram a árvore de Natal e a ceia.
Símbolos natalinos
Cristianização
Século IV: A Igreja Católica, sob influência do Papa Júlio I, oficializou o 25 de dezembro como a data para comemorar o nascimento de Jesus, unindo-o a essas festividades pagãs para atrair convertidos. Símbolo: Jesus foi associado ao "Sol da Justiça", a luz que traz a salvação, dando um novo significado religioso à data.
Iconografia e Iconologia de Cristo
Iconografia
É o estudo e a interpretação de imagens, símbolos e temas visuais, focando na origem, formação e significado das representações, seja em obras de arte, interfaces digitais ou documentos históricos, analisando o "o que está escrito na imagem" para revelar o contexto cultural e as ideias implícitas, como símbolos religiosos, mitológicos ou pessoais, indo além do que é visível para entender o conteúdo intelectual por trás da imagem.
Iconologia
É a ciência que estuda e interpreta os significados profundos e simbólicos das obras de arte, indo além da simples descrição (iconografia), para entender o contexto histórico-cultural, filosófico e os valores intrínsecos de uma imagem, seus temas, figuras alegóricas, mitos e atributos, com Erwin Panofsky sendo uma figura central no desenvolvimento do método.
De acordo com pesquisadores, historiadores, arqueólogos durante séculos, a imagem de Jesus foi moldada por artistas, tradições e símbolos culturais, mais do que por dados históricos. Baseada em estudos antropológicos, arqueológicos e forenses do século I na Galileia. Longe do padrão europeu com pele clara e cabelos longos, Jesus seria um homem de pele morena, traços semíticos, nariz reto, cabelo curto e encaracolado, além de uma expressão serena e realista. Essa versão se aproxima mais das características da população local da época. A reconstrução não busca substituir a iconografia tradicional, mas oferecer uma alternativa mais fiel às evidências científicas, inspirada também em trabalhos anteriores, como o do especialista Richard Neave em 2001. O resultado traz detalhes impressionantes: rugas suaves, poros visíveis, sombra de barba irregular e um olhar profundo. A novidade tem provocado reações diversas. Para alguns fiéis, a imagem de Jesus sempre foi universal e simbólica, não dependendo de sua aparência física. Já outros veem na recriação uma oportunidade de se aproximar do homem histórico que viveu há 2.000 anos, caminhou pelas ruas de Galileia e falou a pescadores e camponeses.
Meus 12 anos de academias e a busca de conhecimentos contribuiu, gradativamente, para que fizesse uma travessia ou seja, sair do senso comum, o pensamento que não foi testado, mas está presente no nosso cotidiano transmitido, por nossos ancestrais através das gerações. Hoje minha vida é norteada através do pensamento crítico, ou seja, a capacidade de análise dos fatos, com o objetivo de formar uma opinião individual. Não foi fácil, pois foi necessário quebrar vários paradigmas na caminhada e um deles foi: Porque tenho que acreditar em um Jesus europeu se ele nasceu na Galileia? “A maior parte dos historiadores concorda que Jesus foi um judeu da Galileia, nascido por volta do início do primeiro século, e que morreu entre os anos 30 e 36 d.C. na Judeia”. De acordo com Bohrer (2021) - https://amzn.to/37YgFOm “ “Assim, podemos intuir sua aparência: um semita típico do Oriente Médio, com pele morena, cabelos crespos, olhos negros, barba espessa, fisicamente devia ser forte (acostumado a trabalhos duros e longas caminhadas)”.
De acordo com @elpais¨ O judeu Jesus que daria origem ao futuro cristianismo nasceu sem cantos de anjos, magos vindos do Oriente para adorá-lo, manjedoura e sem ser perseguido por Herodes. Não nasceu em 24 de dezembro, pelo simples fato de que em nenhum dos textos evangélicos se fala dessa data. Foi escolhida pela Igreja mais tarde porque os cristãos queriam comemorar a festividade de seu nascimento. Foi decidido que era em 24 de dezembro porque era a grande festa de Roma, a festa ao deus Sol. A Igreja batizou como cristã a grande festividade pagã dos romanos.
Outro dos argumentos dos biblistas para defender que Jesus nasceu em Nazaré se refere ao fato de que os judeus eram chamados pelo nome do pai e pelo lugar de nascimento. Jesus deveria ser chamado de Jesus de José e Jesus de Belém, algo que não aparece em nenhum texto bíblico. Neles, em todos, é chamado simplesmente de Jesus de Nazaré. Uma coisa é certa: ninguém sabe o que Jesus fez até os 30 anos, que é quando aparece em público. Ultimamente alguns defenderam que Jesus era analfabeto. Nada mais falso. Em todo caso, o mistério está em saber como conhecia tanto após viver até então fechado no pequeno povoado da Galileia trabalhando como carpinteiro e pedreiro. De fato, aos 30 anos Jesus se mostra capaz de discutir com os doutores da lei, conhecia os textos sagrados do judaísmo, várias culturas como a grega e a dos gnósticos e outras religiões como o budismo.
Jesus era culto e até intelectuais como Nicodemos iam se encontrar com ele de noite, às escondidas, para discutir questões filosóficas como a da metamorfose indispensável para poder dar um salto quântico do frio, culto à lei para a liberdade de espírito do novo Reino por ele anunciado.
Nascem assim as hipóteses de que em vez de ter ficado em Nazaré teria viajado ao Egito e até à Índia durante sua juventude. Conhecia bem a cultura grega. Quando os apóstolos lhe apresentam um grupo de gregos que queria conhecê-lo, usa com eles uma fina ironia. Sabendo que para eles a beleza corporal era fundamental e critério de poder, Jesus lhes conta a parábola da semente, que se não apodrecer na terra e não for coberta de esterco, não nascerá e não dará frutos. O oposto aos critérios puros da estética da beleza grega.
Jesus era casado? Poucos teólogos e especialistas em questões bíblicas, tanto católicos como protestantes, duvidam disso atualmente. Era prática inconcebível a um judeu de seu tempo não ter família e descendência já que o judaísmo era transmitido de mãe para filho. Esse motivo era tão forte que na Bíblia, aos patriarcas cujas esposas eram estéreis, Deus pedia que se deitassem com uma das escravas para dar-lhes descendência. Foi o caso, por exemplo, de Abraão casado com Sara que não podia procriar. Jesus foi casado sem dúvida com Madalena que não era, como a Igreja afirmou durante séculos, uma prostituta e diabólica. Muito provavelmente era uma conhecedora da doutrina gnóstica, como aparece em alguns evangelhos da seita. Jesus confiava a ela seus maiores segredos, algo que causava ciúmes em Pedro: “Por que a ela e não a nós?”, se pergunta em um dos evangelhos gnósticos.
Se ela não fosse sua mulher não teria sido a ela a quem apareceu no dia da ressurreição, antes mesmo que a sua mãe. Pedro ficou perplexo se perguntando por que não teria aparecido a eles, seus discípulos, já que além disso as mulheres não eram importantes e confiáveis, naquele tempo. Nem mesmo como testemunha à um juiz. Esse fato sempre foi a grande dor de cabeça de Tomás de Aquino, doutor da Igreja, que morreu sem entender por que Jesus não apareceu para Pedro primeiro, que era o chefe do grupo de apóstolos e o fez à uma mulher.
Então, se Jesus não nasceu em Belém em 24 de dezembro vale a pena comemorar o Natal? Sim, porque essa lenda leva em suas entranhas a vontade do ser humano de parar uma vez por ano para comemorar a vida, para apostar na paz, um parêntese ao perdão e à aceitação dos outros, principalmente dos diferentes. Não foi por ser diferente, por não se dobrar ao poder tirano e injusto, por predicar o perdão, abençoar prostitutas e perversos e tocar leprosos que Pilatos mandou pregá-lo ainda jovem em uma cruz? Onde e quando nasceu é o que menos importa.
Os argumentos científicos passam por análises e testes de dosagem de melanina feitos em algumas múmias nas quais foram encontrados tecidos de pele e medidas osteológicas(estudo dos ossos). A representação de Jesus como um homem branco surgiu, por colonizadores e comprovou, o legado do racismo na sociedade. A partir do Século XV ocorreu a inserção dos missionários, principalmente os ingleses, na África. Esses povos se esforçavam em evangelizar os africanos e tinham o desejo de acabar com a dominação dos reinos e, principalmente, com os ritos religiosos peculiares da África. Eram eles os anglicanos, metodistas, presbiterianos e batistas, além de alguns luteranos e calvinistas da Alemanha. Essas missões aconteceram entre 1860 e 1880. Jesus branco foi invenção de turcos e macedônios, que tinham em Igrejas, Cristo com olhos escuros, cabelos castanhos e pele mais clara que a dos palestinos. Isso aconteceu antes do Renascimento. Em 1305 (documento arqueológico), Giotto pintou um dos primeiro Cristo caucasianos na Capela delli Scrovegni, em Pádova, Itália.
Esta é a aparência de Jesus Cristo, segundo cientistas, que fizeram uma reconstrução precisa de seu rosto com base em pesquisas arqueológicas e históricas.

Como creio na Ciência - este é o meu Jesus
Presépio
O presépio recria a cena do nascimento do Menino Jesus. Foi criado no século XIII, na Itália, que São Francisco quis recriar a cena do nascimento de Jesus para explicar para o povo como teria acontecido. Depois, cada vez mais a montagem do presépio tornou-se uma tradição forte e passou a ser montado nas casas, nas igrejas e em diversos locais durante o ciclo do Natal.
O presépio simboliza a união do divino com o terreno, afinal reúne pessoas, animais e a figura de Deus. Ainda no campo religioso, os bonitos anjos usados na decoração do Natal remetem a São Gabriel, o anjo que terá anunciado à Maria que ela seria mãe de Jesus.
Os três reis magos são os magos que foram à procura de Jesus para adorá-lo e levar-lhe presentes. Aí está mais uma fator religioso ao lado do costume de dar presentes no Natal, o que faz aumentar o furor do comércio nessa altura do ano. As estrelas nos topos das árvores de Natal são justamente o sinal seguido pelos reis magos para encontrar o lugar onde Jesus tinha nascido.
Árvore de Natal
A árvore de Natal é um exemplo clássico de sincretismo cultural, onde um símbolo pagão ancestral foi ressignificado e incorporado em uma celebração cristã, mantendo seu núcleo simbólico de vida e esperança durante o inverno A árvore de Natal é um dos símbolos mais emblemáticos da festa. Nem todo mundo monta o presépio, mas a árvore, muita gente tem. A tradição de montá-la, numa proposta religiosa, é mais recente. Foi Martinho Lutero, a principal figura da Reforma Protestante, quem montou a primeira árvore em casa. Antes de Lutero as pessoas já usavam árvores enfeitadas para comemorar a chegada do inverno. É justamente por isso que não se trata de uma árvore qualquer, mas um pinheiro, porque essa árvore é a que mais resiste aos invernos rigorosos. Ela é, portanto, símbolo de esperança e paz, assim como Jesus para os cristãos. Montada próximo da data festiva, a árvore é desmontada no Dia de Reis, em 6 de janeiro.
Papai Noel
A figura do Papai Noel é inspirada em um bispo turco chamado São Nicolau. Ele costumava deixar moedas próximas às chaminés das pessoas mais necessitadas. É por isso que ele representa a generosidade que acaba invadindo os corações na época natalina. Com o tempo, e através de campanhas publicitárias, São Nicolau se tornou popular e deu lugar ao aspecto que hoje conhecemos do Papai Noel, que em vez de moedas, deixa presentes às crianças que se portam bem ao longo do ano. Sua imagem moderna com barba branca e roupa vermelha foi popularizada por ilustrações e publicidade no século XX. Lapônia é considerada a terra do Papai Noel, especialmente a cidade de Rovaniemi na Finlândia, é amplamente conhecida como a terra oficial do Papai Noel, com sua Vila do Papai Noel (Santa Claus Village) aberta o ano todo, oferecendo magia natalina, renas, safáris de neve e a chance de ver a Aurora Boreal, atraindo visitantes do mundo todo para viver o espírito do Natal de perto, mesmo fora de época.
Ceia de Natal
A origem da ceia de Natal mistura costumes pagãos do solstício de inverno, celebrações cristãs e tradições europeias de hospitalidade, onde se abriam as portas para viajantes, criando banquetes fartos para acolhê-los, transformando-se em um momento de união e partilha que se adaptou a cada cultura, adicionando pratos como peru, bacalhau e rabanadas.
Raízes pagãs e romanas
Solstício de Inverno: Povos antigos realizavam banquetes para celebrar o retorno da luz após a noite mais longa do ano, simbolizando esperança e renovação.
Saturnália: Festividades romanas pagãs em dezembro também envolviam banquetes e troca de presentes, cujos costumes foram incorporados ao Natal.
Influência cristã
Adoção da data: A Igreja Católica oficializou o Natal em 25 de dezembro para sobrepor essas festividades pagãs, unindo o nascimento de Jesus a esses rituais de luz e renovação.
Última Ceia: A ceia de Natal também simboliza a Última Ceia de Jesus com seus discípulos, reforçando a ideia de comunhão.
Tradições europeias
Acolhimento: Na Europa medieval, era comum abrir as casas para viajantes e peregrinos na noite de Natal, oferecendo uma refeição farta como gesto de caridade e união.
Adaptação cultural
Portugal e Brasil: A tradição portuguesa trouxe o bacalhau (devido ao jejum católico na véspera), rabanadas e o costume de celebrar após a missa, enquanto no Brasil se incorporaram elementos regionais e a fartura se tornou um símbolo de prosperidade.
Peru: Popularizado na Inglaterra, o peru tornou-se um prato central em muitas ceias após sua introdução pelos exploradores europeus.
Seja qual for sua crença, que tenha um Natal, com energias de paz e alegrias.
Fontes:
Os rostos de Jesus através dos séculos - https://www.nationalgeographic.pt/historia/os-rostos-jesus-ao-longo-dos-seculos_1681#:~:text=o%20rasto%20do%20Jesus%20(%20Jesus%20Cristo,pequena%20aldeia%20agr%C3%ADcola%20no%20Sul%20da%20Galileia.
EL PAÍS - https://brasil.elpais.com/brasil/2014/12/23/opinion/1419361380_753332.html
Lapônia – Terra do Papai Noel
https://engetur.com.br/laponia-saiba-como-e-a-terra-do-papai-noel/
01/01/2026

Resenha descritiva 003 – Origem Ano Novo
A origem do Ano Novo remonta à Mesopotâmia, há mais de 4 mil anos, ligado às estações e à agricultura, mas a data de 1º de janeiro foi oficializada por Júlio César no calendário juliano (46 a.C.) e consolidada com o calendário gregoriano (século XVI), homenageando Jano, deus romano das transições, tornando-se um marco global de esperança e renovação, embora outras culturas celebrem em datas diferentes.
Mesopotâmia (Antiguidade): As primeiras celebrações da passagem do ano surgiram aqui, marcando o fim do inverno e o início da primavera (por volta de março), associado à renovação das colheitas.
Roma Antiga: Os romanos começaram a celebrar em 1º de janeiro, dedicando o dia a Jano, o deus das portas, inícios e fins, com duas faces para o passado e o futuro, segundo o calendário juliano de Júlio César (46 a.C.).
Oficialização (Calendário Gregoriano): A Igreja Católica adotou o calendário gregoriano no final do século XVI, fixando oficialmente o 1º de janeiro como o primeiro dia do ano e consolidando a tradição ocidental.
Variações Culturais: Muitas culturas ainda celebram o Ano Novo em datas diferentes, como o Ano Novo Chinês (janeiro/fevereiro) ou o Rosh Hashaná judaico (setembro/outubro).
Tradições de Ano-Novo
Comemorar o Ano-Novo no dia 1º de janeiro é uma tradição, principalmente, ocidental e cristã. Embora o mundo, oficialmente, siga o calendário gregoriano, muitos povos diferentes possuem celebrações de Ano-Novo acontecendo em outras datas que não o 1º de janeiro. Uma das tradições mais populares não só no Brasil, mas em vários países é a celebração do Ano-Novo com fogos de artifício. Nesse sentido, muitas cidades, como o Rio de Janeiro, Sydney e Nova York fazem a celebração com um grande foguetório. Aqui no Brasil é muito comum que as pessoas chamem o Ano-Novo pelo termo francês, Réveillon. Esse termo, originalmente, era utilizado para referir-se a festas que viravam a noite, mas passou a referir-se às festas de Ano-Novo da nobreza francesa durante o século XVII. Durante a virada do ano, as pessoas geralmente desejam “feliz Ano-Novo” aos familiares e aos amigos e brindam com champanhe.
Gastronomia
É comum que muitas pessoas optem por consumir alimentos que são tidos como alimentos que trarão sorte, como as lentilhas e a romã, por exemplo.
Vestuário
Algumas pessoas optam por usar roupas de determinada cor, principalmente o branco, acreditando que isso trará sorte para o ano que se inicia. Pessoas que estão querendo mais dinheiro usam amarelo e pessoas que estão atrás de um amor usam vermelho.
Simpatias
Algumas pessoas procuram fazer a limpeza da casa para “limpar as energias” para o novo ano, e algumas pessoas lançam itens como sal grosso para trazer sorte. Há também o costume em alguns países de beijar à meia-noite para garantir amor e boa sorte no relacionamento. As tradições de Ano-Novo são diversas e demonstram a intenção das pessoas de obter boas coisas no ano que se inicia.
É tradicional do Brasil pularem 7 ondas quando ocorre o show de fogos de artifício do Ano-Novo ou do Réveillon.
Espiritualidade
No Brasil, por exemplo, existem várias tradições herdadas das religiões de matriz africana e afro-brasileira, tais como o candomblé e, principalmente, a umbanda. O culto a Iemanjá com oferendas ao mar é praticado até mesmo por pessoas que não fazem parte dessas religiões, tendo uma grande receptividade com o público católico. Outro hábito herdado dessas religiões é o ato de vestir-se de branco, uma superstição pela promoção da paz e, na origem, um hábito para reverenciar as cores do orixá Oxalá.
Fontes
MODELLI, Laís. Como surgiram os rituais de Ano Novo mais populares do Brasil? Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-42375112.
NGUYEN, Tuan C. The History of Popular New Year's Traditions. Disponível em: https://www.thoughtco.com/history-of-popular-new-year-traditions-4154957.
REDAÇÃO. Por que Ano Novo é celebrado em 1º de janeiro? Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c802427xd52o.
SILVA, Daniel Neves. "Ano-Novo ou Réveillon"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/reveillon.htm. Acesso em 24 de dezembro de 2025.
Texto escrito por Daniel Neves Silva e Rodolfo F. Alves Pena.
04/01/2026
Resenha descritiva 004 - NUMEROLOGIA – ESTUDO ARQUÉPTICOS DOS NÚMEROS
Apesar de ser estudada e praticada há milhares de anos, a numerologia mantém certa unidade estrutural, isto é, não sofreu muitas transformações ao longo da história, mesmo sendo adotada por escolas e tradições esotéricas bem diversificadas. Mas, ainda, há pelo menos dois ramos de abordagem da numerologia:
Pitágoras
É baseada nos fundamentos matemáticos de Pitágoras. Não é considerada divinatória, mas apenas expõe tendências futuras em relação às vibrações produzidas por números, é mais popular devido ao fato de ser menos complexa, podendo ser praticada seguindo a orientação de tabelas. Entretanto, sua interpretação exige maior sensibilidade e experiência do praticante.
Cabalística
Combina-se com os fundamentos da Cabala (um complexo sistema filosófico-religioso dos Hebreus), mas para sua prática e interpretação é necessário o conhecimento prévio da Cabala. Entretanto, assim como a numerologia de Pitágoras, se utiliza de cálculos e relações geométricas, buscando referências no Antigo Testamento, para fundamentar sua própria origem, a importância dos números e sua relação com nomes.
Apesar de tão antiga e conhecida, a Numerologia ainda não é unanimidade entre estudiosos das Ciências Ocultas. Mas, seja qual for sua abordagem, consiste em um campo de estudo muito amplo que necessita ser seriamente explorado. Esta Ciência não é usada para prever o futuro e sim, ajudar o Homem, em seu autoconhecimento.
A Numerologia aborda temas relacionados com você desde sua concepção e por toda a vida e direciona ao autoconhecimento, desvendando seus mistérios ocultos, sua essência interior e, no momento em que você despertar, ocorrerá uma transformação alquímica, concluindo que: “apenas você poderá, com seu Autoconhecimento, conhecer a causa e o efeito e descobrir a cura, que se chama - Iluminação”.
Nunca esqueça que o Deus Onipotente habita tua essência e só ele, poderá te conduzir e orientar ao autoconhecimento, incentivando tua força interior para que ela te leve a entender a razão de tua existência, te respondendo aos questionamentos do dia-a-dia. Nunca esqueça que se conhece a árvore por seus frutos ou suas flores e se conhece o ser humano por seus atos e seus atos são medidos internamente por seus pensamentos e externamente por suas palavras e obras. Nunca esqueça que somente entenderás a humanidade após teu entendimento interior e esse encontro só ocorrerá quando houver equilíbrio entre teu mundo espiritual e material, quando os pratos da balança estiverem harmonizados. Este é o momento do despertar da inércia e buscar como Microcosmos teu lugar no Macrocosmo.
Números
A origem dos números bem como a das letras, perde-se com o tempo NUME OU NÚMEN, NUME TUTELAR, ESPÍRITO PROTETOR, PODER CELESTIAL, exerceram grande mistério e, todos os seres, sem exceção, sempre estiveram envolvidos com os números. O número é força, vibração que pode ser sonora, física ou mental e nossos nomes são energias sonoras possíveis de serem reduzidas a números que ao serem decodificados se tornam uma ferramenta poderosa para nosso autoconhecimento. Cada número possui uma energia própria e característica, influenciando na personalidade das pessoas e na natureza. O lado direito de cada número, corresponde às características positivas, o lado esquerdo de cada número, corresponde às características negativas. Para todos os números essa regra é homogênea. O livre Arbítrio de cada ser é quem faz com que ele use a forma positiva ou negativa do número.
Escala dos Números
Os números apresentam certas escalas de crescimento e evolução, tendo uma responsabilidade geral e específica, em grupos de quatros níveis cada e se agrupando em quatro níveis de evolução.
- Primeiro Nível – pessoais (Ligados ao EU, ao INDIVÍDUO) - 1, 2,3 Se busca estabelecer a responsabilidade com as necessidades básicas, como manter sua casa, a alimentação, o vestuário, o trabalho, a profissão, ou seja, tudo que implique na satisfação material.
- Segundo Nível – coletivos (Ligados ao OUTRO) 4, 5,6. – Busca de responsabilidades com as necessidades sociais, como o lugar, a família, o trabalho em equipe, auto-estima, relacionamentos sociais.
- Terceiro Nível – universais (Ligados à Humanidade sem distinção) 7,8,9. – Vencendo as necessidades básicas e sociais está na hora de se estabelecer as necessidades emocionais e psicológicas, é a hora de dar e receber, descobrir e entender as pessoas no seu núcleo familiar e profissional.
- Quarto Nível – Mestres (Mais poderosos) 11,22,33 - São os números Mestres, os seres especiais, voltados para seu autoconhecimento, para o sentimento humanitário, o convívio em grupo, o ato de compartilhar, a necessidade da união.
Números masculinos e femininos
Os números dividem-se em masculinos, são todos os ímpares 1,3,5,7,9, etc. Cada um destes números é de natureza ativa, mental, valente, explorador, buscando novos rumos, novos conhecimentos vivendo em constante busca da verdade e, excluindo o (3), possuem natureza audaz, progressistas, inteligentes, capazes, em constante busca do desconhecido e da verdade para melhorar o que existe e, por isso são chamados também de científicos. Todos os números múltiplos de (3), 3,6,9,12,15, etc. são os números artísticos, possuem natureza sensível, talentosa, humana, expressiva, por isso vivem em constante envolvimento com as expressões verbais para ajudar o próximo.
Os números femininos 2,4,6,8, são os pares, de natureza sensitiva, reservada, suas atuações são práticas, buscando sua segurança e proteção. São chamados também de números comerciais por sua natureza receptiva, por possuírem o dom da intuição e poderem descobrir as oportunidades boas para o sucesso. Esse número tem em comum a paciência e por isso alcançam seus objetivos.
Mística dos Números
Nossa vida é feita de números, os quais possuem suas características próprias, desta forma, suas correspondências, atuam em nossos quatro planos de consciência ou expressão Físico, Mental, Emocional, Intuitivo, no dia-a-dia.
Energias Místicas Numéricas para o ano de 2026
A regência de um ano é múltipla e alicerçada em conceitos básicos que norteiam a existência humana distribuídos, nas Ciências Ocultas, um conjunto de tradições e interpretações filosóficas das doutrinas e religiões. Seus atributos resultam no conhecimento secreto que são transmitidos, através da cultura da época às gerações futuras, alicerçada na Alquimia que foi e é uma prática voltada às transformações da matéria que alia diferentes ciências, como a Matemática, Astrologia, Filosofia, Medicina, Misticismo e Religião. Trata-se da arte de trabalhar e aperfeiçoar os corpos com a ajuda da natureza.
Temos duas datas com relação a entrada do ano novo. A convencional, dia 1º de janeiro e a mais complexa, a Astrológica que se utiliza das ciências exatas como a Astronomia, que é considerada a ciência de observação mais antiga do mundo e baseia-se na conjunção dos astros e suas influências para nativos dos signos e no planeta. Desta forma, o novo ano astrológico inicia com a entrada do Outono, em 2026, dia 20 de março no Hemisfério Sul (Brasil), às 11h45, com a entrada do Sol em Carneiro.
Os números apresentam certas escalas de crescimento e evolução, tendo uma responsabilidade geral e específica, em grupos de quatros níveis cada e se agrupa em quatro níveis de evolução. Cada número tem sua vibração única e peculiar, ou seja, cada número vibra individualmente tanto no lado positivo como também negativo.
Número 1 – Simboliza o planeta Sol representa a unidade, independência, preguiça, início, iniciativa, força, liderança, chefia, comando, tirania, maldade e poder, é chamado de - O GENERAL. No biorritmo significa SEMEADURA.
Número 2 – Simboliza a Lua, representa a dualidade, consciente, tímido, emocional, feminino, afetividade, sistemático, sensível, diplomático, medroso, humanitário, idealista, sonhador, criativo, bom, sadomasoquista, dramatizador, ciumento é chamado de – O SOLDADO. No biorritmo é a COLHEITA.
Número 3 - Simboliza o planeta Júpiter, representa ação, atividade, fertilidade, masculino, prazer, impaciente, esperto, vivo, negociante, materialista, para ele os fins justificam os meios é chamado de – O NEGOCIANTE. No biorritmo é o COLHE O QUE SEMEOU
Número 4 – Simboliza o planeta Urano, representa a natureza, material, corpo, concreto, disciplina, ordem, sistemático, lógica, razão, instintos, justiça e finanças, crítico, equilibrado, ponderado, racional, sábio. É um velho com alma de menino. É uma eterna criança com alma de cigano centenário. INGÊNUO. No biorritmo é o SUSTENTÁCULO DA FAMÍLIA.
Número 5 – Simboliza o planeta Mercúrio, representa os sentidos, evolução, mudança, locomoção, adaptação, aprendizado, liberdade, comunicação, equilíbrio, orgulho, sempre sai dos problemas na hora H, detesta a rotina, do dia-a-dia, ama o novo, o diferente, é chamado de - O INUSITADO. No biorritmo COLHE O TRIGO E NÃO COLHE O JOIO.
Número 6 – Simboliza o planeta Vênus, representa fantasia, memória, família, imaginação, desejos, sexo, perfeição, beleza, harmonia, criatividade, irresponsabilidade. É trabalho, a profissão, a arte, a justiça. Bravo, dá um boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair, e chamado de ADAPTÁVEL No biorritmo é O BEM SUCEDIDO NO TRABALHO.
Número 7 – Simboliza o planeta Netuno, representa avareza, limite, alcance, regras, leis, controle, extravagante, especialista, transformação, intelectual, intuitivo, profeta, visionário, mistura de ateu com profeta, crê em tudo e não acredita em nada. É chamado de MÍSTICO. No biorritmo é O GUIA DO HUMILDE, O SALVADOR DO OUTRO.
Número 8 – Simboliza o planeta Saturno, representa inconsciente, destino, preguiça, satisfação, trabalho, melancólico, forte como um carvalho, suporta grandes tempestades. É o escravo fiel, aquele que enriquece o outro. Esteio e para-raios de todo mundo. É a força que vem de cima e dentro, é chamado de PODER. No biorritmo é A PROSPERIDADE NA MATURIDADE.
Número 9 – Simboliza o planeta Marte, representa o fim, acabamento, plenitude, realização, talentos, indecisão. É o ajudante de Deus, significa: tem sucesso em tudo que empreende e em todos os lugares por onde anda. É o protegido de Deus, o abençoado de Deus, é chamado de BONDADE. No biorritmo ele é O DISTRIBUIDOR DE SAÚDE, AMOR, FORTUNA, SUCESSO, PROFISSIONAL E PAZ INTERIOR.
Existem números mestres que são especiais porque indicam um grau de espiritualidade mais avançado e não devem ser reduzidos.
11 (Mestre do Conhecimento): Intuição aguçada, espiritualidade, inspiração e liderança para guiar os outros. O 1+1=2 representa o desejo de servir ao coletivo, inspirando e curando as pessoas através do seu carisma.
22 (Mestre Construtor): Habilidade de transformar grandes sonhos em realidade, com um potencial prático e realizador. A dualidade entre o 2+2=4 indica uma necessidade de trabalho árduo e de transformar visões idealistas em projetos concretos.
33 (Mestre Curador): Conhecido como o Mestre do Amor Incondicional, ele vibra com compaixão, cura e serviço à humanidade. O 3+3=6 está ligado ao cuidado, ao altruísmo e à capacidade de amar e curar, mas é necessário cuidado para não se anular ao tentar salvar a todos.
ANO UNIVERSAL
O Ano Universal, que é a vibração que rege o planeta como um todo em determinado ano (por exemplo, 2026 é um Ano Universal 1: 2+0+2+6=10 (1+0)= 1, ou seja o número raiz do ano é o 1, que representa o início, o princípio, o começo. É a mente Divina, o criador universal, que por sua verdadeira vontade criou tudo que existe a partir de si próprio, estando tudo ligado a ele. O Um é a criação, sendo o pai de todos os números, pois é dele que saem todos os outros. Está diretamente ligado ao ato de iniciar jornadas. Ele traz influência no homem, para seus quatro planos de Consciência ou Expressão.
Plano Físico
O corpo é o invólucro físico dos aspectos não físicos do ser. É onde se manifestam os sintomas físicos dos conflitos não resolvidos. A harmonização neste Plano ajuda a desfazer os tabus que formam as emoções reprimidas. Assim, pode ocorrer grande melhora em dores e moléstias crônicas através do desbloqueio de energias, do relaxamento e da maior aceitação de si, de seu meio ambiente e o incentivo para a busca de realizações. O Poder é a faculdade que o cérebro tem de transformar o material, capaz de curar as alterações de saúde, regenerar células e tecidos ou produzir doenças Trabalho, constância, persistência, autoexigência. O Destino é um fim pré-determinado que oriente as ações e os acontecimentos na vida dos homens, é a direção, o rumo ainda desconhecido de propósitos e atos, é o que reserva o futuro. A Satisfação é a qualidade de satisfazer, corresponder ao chegar ao seu objetivo, é um sentimento de aprovação, um estado de alegria pessoal.
Características e Influências do Número 1 no Plano Físico
Aspectos positivos
Pioneirismo e Início de Ciclos: Representa o ponto de partida, o início de tudo. No plano físico, isso se traduz na coragem de começar novos projetos, empreendimentos, ou mudar de direção na carreira ou na vida pessoal (como mudar de cidade, começar um curso, etc.).
Liderança e Autonomia: Forte tendência natural para a liderança. Elas sentem a necessidade de serem independentes, de tomar as rédeas da situação e de serem o "autor da própria história" no mundo material.
Determinação e Foco: Confere uma determinação inabalável e uma visão clara dos objetivos a serem alcançados. Isso é crucial para a realização de metas de longo prazo no plano físico.
Individualidade e Autenticidade: Há uma valorização da individualidade e a necessidade de agir de forma autêntica, sem depender excessivamente da aprovação alheia. A pessoa se sente compelida a afirmar quem ela é no mundo prático.
Força Criativa: Se manifesta na capacidade de inovar e encontrar soluções originais para os desafios materiais.
Desafios
Apesar dos aspetos positivos, a influência do número 1 no plano material também apresenta desafios:
Individualismo Excessivo: A forte necessidade de independência pode levar ao individualismo extremo ou à mentalidade de "cada um por si", o que pode dificultar parcerias e colaborações importantes.
Autoritarismo e Arrogância: A inclinação para a liderança pode, às vezes, descambar em posturas autoritárias, dominadoras ou arrogantes, especialmente se a pessoa não aprende a equilibrar sua autonomia com a colaboração.
Isolamento: O foco excessivo em si mesmo e em seus próprios objetivos pode levar ao isolamento ou à dificuldade em manter relacionamentos interpessoais saudáveis.
Em resumo, a energia do número 1 no plano físico é uma força motriz poderosa que incita a pessoa a agir, inovar e liderar, sendo um catalisador para a manifestação de potenciais e a superação de desafios através da coragem e da autodeterminação.
Características e Influências do Número 1 no Plano Mental
O aspecto mental é a parte do ser que contém a programação que cria os processos de pensamento no corpo físico, entre eles nossas lógicas pessoais e nossas crenças. É necessário adquirir a conscientização dos vários comportamentos que não fazem parte de sua verdadeira natureza. A harmonização nesse Plano devolve ao indivíduo o modo original de se ligar à vida. Um indivíduo possui três tipos de mente. Em indivíduos instáveis os pensamentos oscilam e, em sua trajetória podem vivenciar as três mentes ao mesmo tempo: Construtiva: faz esforço para ser líder ou pioneiro, tenta construir e não derrubar e vencer, com sua própria vontade; Negativa: vive em uma gangorra, acima ou abaixo, segue sempre a multidão e não contribui com a vida em nada construtivo, falta à coragem e a autoexpressão; Destrutiva: totalmente depreciativo, desagradável, depressiva e pessimista.
Aspectos positivos
Pioneirismo e Originalidade: Pessoas com forte influência do número 1 no plano mental têm a capacidade de gerar ideias novas e únicas. Elas gostam de propor soluções pioneiras e de pensar "fora da caixa".
Independência de Pensamento: Existe uma necessidade intrínseca de pensar por conta própria e agir de acordo com as suas próprias ideias, sem depender da aprovação alheia. O protagonismo e a autonomia são temas centrais.
Foco e Determinação: A mente é orientada para objetivos e soluções. Há uma grande força e coragem para superar desafios e buscar a resolução de problemas de forma determinada.
Liderança e Atitude: O número 1 inspira uma mentalidade de liderança, onde a pessoa se sente motivada a tomar a frente, liderar projetos e deixar uma marca de originalidade em tudo o que faz.
Início de Ciclos: A energia mental do 1 está sempre voltada para novos começos, para o "primeiro passo" e para a ousadia de se reinventar constantemente.
Desafios
Apesar das qualidades admiráveis, a energia do número 1 no plano mental pode trazer alguns desafios se não for bem canalizada:
Impaciência e Impetuosidade: A busca por resultados imediatos pode levar à impaciência e dificuldade em lidar com processos que demandam tempo e desenvolvimento gradual.
Individualismo Excessivo: Uma ênfase muito grande na independência pode, por vezes, dificultar o trabalho em equipa e a colaboração, sendo necessário aprender a equilibrar a autonomia com a parceria.
Arrogância ou Teimosia: A forte convicção nas próprias ideias pode, em desequilíbrio, tornar a pessoa inflexível ou arrogante em relação às opiniões dos outros.
Em resumo, a influência do número 1 no plano mental é uma força motriz para a inovação e a autoexpressão, incentivando a individualidade e a coragem de ser autêntico.
Características e Influências do Número 1 no Plano Emocional
O aspecto emocional é a parte do ser que contém a programação que cria os processos de pensamento no corpo físico, Esta programação cria os sentimentos expressos através do corpo físico. É necessário adquirir a conscientização dos vários comportamentos que não fazem parte de sua verdadeira natureza. A harmonização nesse Plano devolve ao indivíduo um modo original de se ligar à vida.
No plano emocional, a influência do número 1 na numerologia está fortemente ligada à independência, coragem e necessidade de ser protagonista da própria vida. As emoções são vividas com intensidade, e a autonomia emocional é um pilar central.
Aspetos Positivos
Autenticidade e Coragem: Pessoas com a influência do número 1 tendem a ser autênticas, expressando seus sentimentos e ideias de forma direta, sem depender excessivamente da aprovação alheia.
Força e Determinação: Há uma grande força interior e coragem para enfrentar desafios emocionais e superá-los. A pessoa sente que tem o poder de buscar soluções para seus próprios conflitos internos.
Iniciativa e Proatividade: No âmbito dos relacionamentos e da vida pessoal, a energia do 1 estimula a iniciativa. Elas tendem a tomar a frente para resolver problemas ou iniciar novos ciclos (como começar um novo relacionamento ou mudar de vida).
Individualidade: Valorizam a sua própria identidade e espaço, o que pode levar a relacionamentos saudáveis baseados no respeito mútuo da individualidade, e não na dependência emocional.
Desafios
Individualismo Excessivo: O forte senso de independência pode, às vezes, descambar para o individualismo, dificultando a colaboração e a partilha emocional em relacionamentos íntimos.
Dificuldade em Pedir Ajuda: Devido ao desejo de serem autossuficientes e líderes, podem ter dificuldade em admitir vulnerabilidades ou pedir suporte emocional quando necessário.
Medo da Paralisação: Um dos principais desafios é o medo que pode paralisar diante de grandes decisões ou iniciativas, o oposto da coragem que o número representa. Superar esse medo é fundamental para o crescimento emocional.
Agressividade Emocional: A energia forte e de ação do número 1, se não for bem direcionada, pode manifestar-se como agressividade ou impaciência nas interações emocionais.
Em resumo, a influência do número 1 no plano emocional destaca a importância de assumir o protagonismo da própria felicidade e bem-estar, aprendendo a equilibrar a autonomia com a necessidade natural de conexão e colaboração humana.
Características e Influências do Número 1 no Plano Intuitivo
O Aspecto espiritual é uma parte da nossa mente. É o aspecto não programado do ser, cheio de qualidades entre elas, a intuição. Esta parte existe em todo ser humano, contendo um estado de tranquilidade e equilíbrio, onde a mente é calma e as emoções estão em paz. Harmonizado este Plano, o Homem revela simplesmente um estado de autoaceitação, conseguindo entender o equilíbrio entre os planos físico e espiritual.
No plano intuitivo, a influência do número 1 está fortemente ligada à iniciativa, coragem e à capacidade de dar o primeiro passo com base em insights originais. A intuição do número 1 é caracterizada por ser um "grito" ou um "chamado" interior para a autenticidade e para a ação, em vez de uma percepção etérea passiva.
Aspectos positivos
Pioneirismo e Originalidade: A intuição do 1 muitas vezes se manifesta como ideias pioneiras e a vontade de inovar. É a capacidade de perceber caminhos que outros ainda não veem e ter a coragem de segui-los.
Autonomia e Autoconfiança: A pessoa com forte influência do 1 no plano intuitivo confia profundamente em seus próprios instintos. Ela sente uma necessidade inata de seguir seu próprio caminho e de tomar decisões de forma independente, sem depender da validação externa.
Coragem para Agir: A intuição do 1 não é apenas sobre perceber, mas sobre agir. Ela fornece o impulso e a determinação necessários para iniciar novos projetos, mudar de rumo ou enfrentar desafios, mesmo que pareçam arriscados.
Conexão com o Eu Interior (Autenticidade): Viver sob essa influência é viver o chamado da autenticidade, o que significa ser quem se é de verdade, guiado pela bússola interna, mesmo que isso gere desconforto ou conflito com o status quo.
Foco na Solução: A intuição é prática e orientada para a solução de problemas. Ela ajuda a identificar rapidamente a origem de um desafio e a encontrar a força interior para superá-lo.
Desafios
O principal desafio do número 1 é evitar que essa independência se transforme em individualismo excessivo ou autoritarismo. É necessário aprender a equilibrar a forte autonomia com a colaboração e a ouvir, ocasionalmente, outras perspectivas sem perder a confiança na sua própria orientação interna. A impaciência também pode ser um problema, pois a intuição do 1 deseja ação imediata.
Vibrações Mensais dos meses do ano de 2026
As vibrações mensais são um conceito central na numerologia, que sugere que cada mês do ano possui uma energia ou frequência numérica específica que influencia a vida das pessoas e os eventos coletivos. Essa energia mensal funciona como um "tema" que indica as áreas em que se deve focar, o que precisa ser trabalhado ou o que pode ser esperado naquele período. Usa-se o número raiz do ano e acrescenta-se o número do mês em curso.
JANEIRO – NÚMERO 2
Influências Positivas: Cooperação, flexibilidade, participação, diplomacia, gentileza, discrição, receptividade, cordialidade, adaptável, passividade, cuidado.
Influências Negativas: insegurança, subordinação, timidez, indecisão, incerteza, submissão, acanhamento, repulsão falta de consciência exata de si, insensibilidade, falta de afetividade.
FEVEREIRO - NÚMERO 3
Influências Positivas: Trabalho, organização, disciplina, estabilidade, segurança, equilíbrio, dedicação, lealdade, paciência, solidez, comprometimento, disposição,
Influências Negativas: Teimosia, dureza, inflexibilidade, conservador, inatividade, infertilidade.
MARÇO - NÚMERO 4
Influências Positivas: Trabalho, organização, disciplina, estabilidade, segurança, equilíbrio, dedicação, lealdade, paciência, solidez, comprometimento, disposição,
Influências Negativas: Teimosia, dureza, inflexibilidade, conservador, irreal, ilógico, doença, anormalidade, irracional, injustiça.
ABRIL - NÚMERO 5
Influências positivas: Harmonia, lar, tranquilidade, família, afeto, emoção, calma, indecisão, fidelidade, conciliação, bondade, aceitação, simpatia, quietude.
Influências Negativas: Ciúme, apego, posse, inveja, acomodação, involução, inflexibilidade, desequilíbrio, dificuldade de aprendizagem, dificuldade de comunicação, imobilidade, inadaptação.
MAIO - NÚMERO 6
Influências Positivas: Harmonia, lar, tranquilidade, família, afeto, emoção, calma, indecisão, fidelidade, conciliação, bondade, aceitação, simpatia, quietude.
Influências Negativas: Acomodação, falta de memória, falta de imaginação, falta de desejo, imperfeição, racionalismo, falta de criatividade, frigidez, desarmonia, inimizade.
JUNHO - NÚMERO 7
Influências Positivas: Sabedoria, tranquilidade, introspecção, intuição, poder de análise, meticulosidade, lógica e investigação
Influências Negativas: Desligamento, melancolia, solidão, perda do sentido da vida, falta de objetivos, ilimitado, descontrole, indisciplina, infrações, desrespeitos, inatividade, impontualidade.
JULHO – NÚMERO 8
Influências Positivas: Poder, eficiência, prestígio, sucesso, riqueza, perspicácia, saber, compreensão, autoridade, justiça e verdade.
Influências Negativas: Ambição excessiva, sede pelo poder, materialismo desenfreado, intolerância, arrogância, desonestidade.
AGOSTO - NUMERO 9
Influências Positivas: Integridade, sabedoria, impulso, dinamismo, magnetismo, carisma, espiritualidade, filantropia, sentimento, romantismo, responsabilidade, altruísmo, domínio, atração.
Influências Negativas: Mau humor, rabugento, melancolia, temperamental, desumanidade, submissão.
SETEMBRO - NUMERO 1
Influências Positivas: Atividade, determinação, força, domínio, conquista, coragem, ousadia, independência, poder, iniciativa, liderança, sabedoria.
Influências Negativas: Solitário, controle, orgulho, autoritário, egoísmo.
OUTUBRO - NÚMERO 11
Influências Positiva: Intuição, perfeccionismo, simpatia, paciência, humanitarismo, espiritualidade, percepção extra-sensorial, clarividência.
Influências Negativas: Desonestidade, fanatismo, desorientação, mesquinhez, preguiça, obsessivo, fanático.

28/01/2006
Resenha descritiva 005 – Relógio do Juízo Final
O Relógio do Juízo Final (Doomsday Clock) foi criado em 1947 por um grupo de cientistas atômicos, incluindo membros que participaram do Projeto Manhattan (desenvolvimento da primeira bomba atômica), ligados ao Bulletin of the Atomic Scientists da Universidade de Chicago. Principais inventores/criadores:
Martyl Langsdorf: Artista norte-americana que desenhou a capa da revista em 1947, criando o visual icônico do relógio a pedido do cofundador da revista, Hyman Goldsmith.
Cientistas do Bulletin of the Atomic Scientists: Incluindo figuras como Albert Einstein e J. Robert Oppenheimer (envolvidos na fundação da revista), que sentiram a necessidade de alertar sobre os perigos das armas nucleares após a Segunda Guerra Mundial.
É Um relógio metafórico que mostra quão perto a humanidade está de destruir o mundo com tecnologias próprias (nucleares, climáticas, biológicas.
Objetivo: Funciona como um alerta e um chamado à ação, não uma previsão literal do fim do mundo.
Situação atual (2025/2026): O relógio foi ajustado para cerca de 90 a 85 segundos para a meia-noite, o ponto mais próximo do "apocalipse" na história, devido a ameaças nucleares (guerra na Ucrânia), mudanças climáticas e riscos biológicos.
Meia-noite: Simboliza a destruição total.
De acordo com @BBCnewsBrasil¨ O Relógio do Juízo Final, que simboliza o quanto a humanidade está perto da destruição, avançou três segundos no último ano, chegando a 85 segundos para a meia-noite, o mais próximo que já esteve da marca que indica o fim do mundo.
O Boletim de Cientistas Atômicos (BAS, por sua sigla em inglês), que ajusta o relógio anualmente, diz que os principais impulsionadores desse avanço são o comportamento agressivo de países que são potências nucleares, como Rússia, China e Estados Unidos, o enfraquecimento do controle das armas nucleares. Também pesam os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio e o avanço da inteligência artificial, que já é conhecida por seus prejuízos ao meio ambiente.
O relógio foi ajustado para sete minutos para a meia-noite em 1947. Em 2020, os ponteiros marcaram 100 segundos. Em 2021 e 2022, permaneceram na mesma marca, mas em 2023 foram adiantados para 90 segundos, onde permaneceram em 2024, até diminuir um segundo em 2025 e, agora, voltar a se aproximar da meia-noite.
Em 1991, com o fim da Guerra Fria, os Estados Unidos e a União Soviética assinaram o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start), o primeiro a prever cortes profundos nos arsenais de armas nucleares estratégicas de ambos os países.
A medida levou o boletim a atrasar o relógio em 17 minutos para a meia-noite. Esse foi o ponto mais distante que os ponteiros chegaram.
Esse pacto expira no dia 5 de fevereiro.
O presidente russo, Vladimir Putin, propôs que os países observassem por um ano as regras criadas pelo acordo, que limita o número de ogivas nucleares implantadas de cada lado a 1.550. O presidente americano, Donald Trump, não respondeu.
Em 1939, Albert Einstein e Leo Szilard alertaram o presidente dos Estados Unidos de que uma única bomba nuclear poderia destruir um porto inteiro. Apesar do alerta dos cientistas, as preocupações levantadas pela carta acabaram levando à criação do Projeto Manhattan, que, poucos anos depois, produziria armas capazes de destruir cidades — e, em escala maior, ameaçar a própria civilização.
Desde os primeiros testes, cientistas envolvidos no projeto demonstraram preocupação com o poder dessas armas. Embora temores iniciais, como o de que uma explosão pudesse incendiar a atmosfera, tenham sido descartados, muitos pesquisadores mantiveram fortes reservas éticas sobre o uso da tecnologia que ajudaram a criar.
O que os ponteiros realmente medem?
Uma interpretação comum é que o Relógio do Juízo Final indica o nível de risco existencial enfrentado pela humanidade.
Alguns especialistas tentaram quantificar isso. Em 2003, o cosmólogo Martin Rees, então astrônomo real do Reino Unido, afirmou que a chance de a civilização sobreviver ao século 21 era de "no máximo 50%".
Um banco de dados organizado por um pesquisador da Universidade de Oxford reúne hoje mais de 100 estimativas semelhantes, feitas por cientistas e filósofos. Mas esses números são projeções de longo prazo — não retratos do risco imediato.
Para muitos observadores do Relógio, porém, o que os ponteiros medem não é o tamanho do perigo, e sim a eficácia da resposta humana a ele.
Isso ajuda a explicar por que a crise dos mísseis de Cuba, em 1962, amplamente considerada o momento mais próximo de uma guerra nuclear, não levou o Relógio a avançar. Já a assinatura do Tratado de Proibição Parcial de Testes Nucleares, em 1963, fez os ponteiros recuarem cinco minutos.
Fontes:
- Martyl Suzanne Schweig Langsdorf (St. Louis,16 de março de 1917 – Schaumburg, 26 de março de 2013) foi uma artista norte-americana que criou a imagem do Relógio . https://pt.wikipedia.org › wiki › Martyl_Langsdorf
- Albert Einstein (1879–1955) foi um físico teórico alemão, amplamente considerado um dos maiores gênios da humanidade por desenvolver a Teoria da Relatividade (Geral e Restrita) e a equação de equivalência massa-energia (E=mc^{2}). Nobel de Física de 1921 por explicar o efeito fotoelétrico, suas contribuições revolucionaram a compreensão do universo, do espaço, do tempo e da gravidade.
- Julius Robert Oppenheimer foi um físico teórico americano e diretor do Laboratório Nacional Los Alamos durante a Segunda Guerra Mundial. Geralmente é creditado como o "pai da bomba atômica", por seu papel no Projeto Manhattan, o empreendimento de pesquisa e desenvolvimento que criou as primeiras armas nucleares.
- BBC NEWS BRASIL - - https://www.bbc.com/portuguese/articles/cje1pyyewnpo



